Por favor, garota, me segure
Quando em queda livre me veres;
Não sou livre nem para que caia,
Pois não mereço que o chão me atinja.
Braços firmes para a despedida,
Braços firmes e laços fracos, garota.
Amigos mortos, ou apenas em potencial,
Essas coisas que não importam quando nos sentimos só.
Não sei falar de amor, mas, juro:
A queda é gloriosa arte!
Aos anjos não mais apetece; Me importo, juro!
Por isso são anjos, dirias -
Ou só por terem asas mais fortes que as minhas.
Mas garota se olhares firme em meus olhos
(Ainda que fosses capaz de ver através deles)
Nada poderás ver, se não minha alma tosca...
Mas não hoje, pela tarde, ao som daqueles antigos vinis,
Mas não hoje, enquanto saboreio meu café;
Não falemos mais de corações impuros!
Vamos agora cantarolar a vitória dos gloriosos;
Cala-te! Esqueça os pobres de espírito como eu,
Vamos celebrar a vida e mendigar por um mísero cigarro em mãos;
Uma derrota na vida já me basta e,
essa conversa mole, por vezes adoece até os mais fortes.
Não sou forte, isto me recorda, mas
Talvez você, com tua gloriosa imagem, o seja.
Você com tua imagem e corpo tão firmes,
E teus braços, teus braços nos meus como naquelas outras noites.
Que noites; De frio tão mais belo que este de queda livre...
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
A Queda [Fall]
Vindo do Sul, chega inverno
Frio intenso e nada terno
Mas a copa em pé se faz
Enfim outra primavera,
Frutos e Flores a mãe gera
À ela, o verde satisfaz
Um verão em labaredas
Sua queda inda planeja,
Seu calor é incapaz
Vem outono outra vez,
Queda de antigos reis
Com seu laranja mordaz
E a árvore não resiste,
Deixa que ele à conquiste
No laranja encontra a paz.
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