Bom, normalmente posto coisas minhas, mas,
Não podia deixar passar esse texto, em especial.
Então posto aqui um texto de um grande Escritor, Músico, Intelectual e sobretudo grande amigo!
Incerto
[O andarilho]
Sem muita luz
Meus olhos ardem
O vento me conduz
A uma miragem
Estou definhando
Como tudo em minha volta
Sigo andando
Por um caminho sem volta
Tudo o que é certo
Vai contra a razão
Um árido deserto
É o nosso caixão
[A árvore]
Toda minha energia
Sumindo na escuridão
Inexistente sintonia
Flores cinzas ao chão
Doentios animais
Não souberam aproveitar
Esperança nunca mais
Já é tarde pra recomeçar
Recolho meus frutos
Numa falsa calmaria
Sempre em luto
Espero por outro dia
[Epílogo]
Então um vasto manto
Cobre a natureza
Sua beleza num canto
E no outro sua frieza
No berço da humanidade
Máscaras vão caindo
sem justiça e liberdade
O mundo acaba falindo
-
Guilherme Faustino
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segunda-feira, 14 de março de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Incerteza Incessante
Dos muros e prédios embolorados da cidade
Tudo caía, só restava ruína.
Caminhar sereno e mórbido,
Olhar fixo no chão, sem nitidez.
Os olhos brilhando de lágrimas
E os sonhos sujos de terra.
A incerteza assassina atacava.
"Sente-se aqui, garoto
Lamente o cego amor.
Sente-se e lamente, Mais uma vez".
A cabeça doía, incessantemente
O frio ardia, eterno e empretecido. (destino)
Até quando a desesperança embalaria meu sono?
Sem ação - sem reação
Parado no tempo, como quem
Ambicioso, consegue não alcançar nada.
De passos curtos e mente vazia,
Desmoronei.
"Não me abrace como quem me abrange
Não me toque como quem me sente
Não me seja como quem me ama.
Porque não me amo como te amei.
Pois não sou e não voltarei à ser"
-Sentei e chorei, incompreendido (Eterno...)
Estou longe de ti, me afastei de mim.
Nada, nada, nada, nada, nada, nada, vazio.
Tudo caía, só restava ruína.
Caminhar sereno e mórbido,
Olhar fixo no chão, sem nitidez.
Os olhos brilhando de lágrimas
E os sonhos sujos de terra.
A incerteza assassina atacava.
"Sente-se aqui, garoto
Lamente o cego amor.
Sente-se e lamente, Mais uma vez".
A cabeça doía, incessantemente
O frio ardia, eterno e empretecido. (destino)
Até quando a desesperança embalaria meu sono?
Sem ação - sem reação
Parado no tempo, como quem
Ambicioso, consegue não alcançar nada.
De passos curtos e mente vazia,
Desmoronei.
"Não me abrace como quem me abrange
Não me toque como quem me sente
Não me seja como quem me ama.
Porque não me amo como te amei.
Pois não sou e não voltarei à ser"
-Sentei e chorei, incompreendido (Eterno...)
Estou longe de ti, me afastei de mim.
Nada, nada, nada, nada, nada, nada, vazio.
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