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sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Outono [Autumn]
Quando o forte outono cobrir
Fiel em suas emoções
Com manto laranja os campos seus
Uma árvore há de resistir
Imune à queda de estações
Como a ascenção de um calmo Deus
Suas raízes hão de Nutrir
O frio inverno à ruir;
Sol algum e seca terra
Seu tronco ansiando firme
Que o estio sem fim termine
Fará nascer a primavera
O verão que no tempo ruma
Não trará as folhas cor alguma
Por ante a reforma se prostrar
Animais tolos não entenderão
Novos galhos se estenderão
No fim; seu verde há de reinar.
sábado, 20 de agosto de 2011
Sublime Chuva
Aguente firme,
Quando a chuva cair para redimir os pecados, tudo há de melhorar.
Viver de ilusão.. Que lástima! (ou de passado)
Ou chorar as lágrimas de cães que ladram de madrugada, pelas ruas;
Animais desgarrados, perturbando o sono dos justos..
Aguentar a pressão nos ouvidos
Quando onda bate forte contra teu peito,
Quando parece não suportar mais nada novo que apareça.
Estamos velhos, mas jovens demais para um primeiro beijo;
Dar as mãos para atravessar a rua, com medo,
E saber que há muito mais sangue para doar, ou perder,
Nas guerras que travamos por pequenas conquistas.
Com vestes para algo grandioso - Uniforme -
Nos preparamos para aprender algo que não nos interessa,
E depois de tanto tentarmos viver,
Fitamos o espelho e nos preparamos para dormir, sem sono.
Dormimos até que bem, como crianças ou "pedras", diriam..
E vivemos em sonhos que pelo fim da manhã vamos esquecer.
Pagamos o preço; compramos vista para o centro da cidade;
Para perder nele os sentimentos de cada dia que suportamos;
Mas aprendemos a aguentar firme,
E esperar que a chuva caia novamente para nos libertar;
E isso é o que nos faz acordar para um novo dia.
"Sua cabeça dói e um dia vai estourar
C'oessa rotina, rotina...
Até quando ele vai aguentar
Essa rotina?!"
Quando a chuva cair para redimir os pecados, tudo há de melhorar.
Viver de ilusão.. Que lástima! (ou de passado)
Ou chorar as lágrimas de cães que ladram de madrugada, pelas ruas;
Animais desgarrados, perturbando o sono dos justos..
Aguentar a pressão nos ouvidos
Quando onda bate forte contra teu peito,
Quando parece não suportar mais nada novo que apareça.
Estamos velhos, mas jovens demais para um primeiro beijo;
Dar as mãos para atravessar a rua, com medo,
E saber que há muito mais sangue para doar, ou perder,
Nas guerras que travamos por pequenas conquistas.
Com vestes para algo grandioso - Uniforme -
Nos preparamos para aprender algo que não nos interessa,
E depois de tanto tentarmos viver,
Fitamos o espelho e nos preparamos para dormir, sem sono.
Dormimos até que bem, como crianças ou "pedras", diriam..
E vivemos em sonhos que pelo fim da manhã vamos esquecer.
Pagamos o preço; compramos vista para o centro da cidade;
Para perder nele os sentimentos de cada dia que suportamos;
Mas aprendemos a aguentar firme,
E esperar que a chuva caia novamente para nos libertar;
E isso é o que nos faz acordar para um novo dia.
"Sua cabeça dói e um dia vai estourar
C'oessa rotina, rotina...
Até quando ele vai aguentar
Essa rotina?!"
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Marina Pedersen
Mais um texto que não é meu,
Tem se tornado comum, não?
Bom, ter amigos escritores não é fácil! (tá tá, Bruno).
Nem preciso dizer o quanto essa pessoa é especial para mim e como fez e faz diferença em minha vida..
Só eu e ela sabemos (hell yeah!)
E escreve maravilhosamente bem!
Vamos ao que interessa:
"Mataste nossos filhos
Mataste-os antes que
Teu útero maldito pudesse
Carregar a fagulha mínima
Da esperança de nossas longínquas aspirações
Os fetos nunca concebidos
Sem vida antes da vida
Despedaçados na não-existência
E o que sobra é o que eram: desejos vagando
Em minha mente agora conturbada
Filho que perde o pai,
Orfão.
Pai que perde o filho,
Condenado a (con)viver com
A lembrança do que um dia fora a segunda chance
De fazer valer a dor do parto,
a dor de duas vidas sem alicerce.
Pai que perde o filho que nunca teve,
Assombra a si mesmo com hipóteses mortas
Da suposta concretização de seus sonhos"
Marina Pedersen
[Não tem título, e é carregado de uma parte ruim minha, mas é maravilhoso demais!]
Tem se tornado comum, não?
Bom, ter amigos escritores não é fácil! (tá tá, Bruno).
Nem preciso dizer o quanto essa pessoa é especial para mim e como fez e faz diferença em minha vida..
Só eu e ela sabemos (hell yeah!)
E escreve maravilhosamente bem!
Vamos ao que interessa:
"Mataste nossos filhos
Mataste-os antes que
Teu útero maldito pudesse
Carregar a fagulha mínima
Da esperança de nossas longínquas aspirações
Os fetos nunca concebidos
Sem vida antes da vida
Despedaçados na não-existência
E o que sobra é o que eram: desejos vagando
Em minha mente agora conturbada
Filho que perde o pai,
Orfão.
Pai que perde o filho,
Condenado a (con)viver com
A lembrança do que um dia fora a segunda chance
De fazer valer a dor do parto,
a dor de duas vidas sem alicerce.
Pai que perde o filho que nunca teve,
Assombra a si mesmo com hipóteses mortas
Da suposta concretização de seus sonhos"
Marina Pedersen
[Não tem título, e é carregado de uma parte ruim minha, mas é maravilhoso demais!]
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Os Miseráveis
Não tem porque Ler este texto, só estava me organizando.
Esse post é diferente de tudo aqui.
Pode me achar babaca, imbecil.
Não é bonito, não faz sentido. Não é uma poesia, nem uma previsão.
É, no fundo, um desejo, só. Um relato, talvez.
De muito que ouvi, que li, que vi pessoalmente e do que eu entendo por justiça.
Nem é revoltinha infundada de 15 anos de idade.
É só um desejo no fundo do meu coração.
(Não devia postar aqui, mas o blog é meu, afinal)
Os Miseráveis
Os pobres estão amontoados.
Jogados às margens.
De suas grandes ruas, de cidades lindas, paradisíacas.
Os pobres estão sempre por perto; A espreita, no escuro.
Nas favelas, se reunem.
Todos juntos, trabalham por você.
Os miseráveis estão por todo lado;
Com suas almas mortas, você espera que eles fiquem caídos.
Mas sua boca espuma de raiva. Eles aguardam.
Nas sombras por trás das cortinas, do seu palco grandioso,
À margem do centro; Miseráveis periféricos.
Eles estão aguardando, mas suas jaulas empilhadas nos morros
Estão abertas e o circo está pronto para pegar fogo.
E quando acontecer, o palhaço vai chorar enquanto é crucificado.
Os portões de suas casas de três andares
Estão prestes à ser derrubados por aqueles
Que não tem dinheiro pra comer no fast food.
Eles não tem esperanças, nem querem justiça.
Ficam no frio, na madrugada, deitados em papelão.
Eles querem sua cabeça na churrasqueira.
Eles nunca leram marx, mas sabem da distribuição do seu dinheiro.
Vão entrar na sua casa gigante, fedendo merda.
Vão pisar no seu sofá branco com os pés sujos de barro.
Vão estuprar sua filha e sua esposa, vão te deixar de quatro
E botar fogo nas suas obras de arte preciosas.
Não adianta chorar, nem rezar.
"Bem vindo ao livre comércio das américas"
Não acreditam na ditadura do proletário.
Eles acreditam em foder com seus familiares
Matar seus amigos, vestir suas roupas de grife.
Acreditam em roubar sua comida, porque não querem mais subviver.
Eles vão se sentir como os grandes atores da TV,
Que vão estar enforcados pelas praças e na praia de Copacabana.
Eles são à favor do aborto e tem religião.
Eles te estendem a mão, quando você não tira elas do bolso.
Você pára no sinal, eles te oferecem balas;
Mas agora as balas vão ser enfiadas na sua cabeça.
Seu pior pesadelo está deixando de se arrastar pela sarjeta
E o seu cartão de crédito não pode fazer nada pra te salvar.
Os pobres não vão mais só consumir de seu mercado.
Vão botar fogo no seu apartamento. Virar seu carro novo.
Destruir seu estabelecimento e cospir na sua cara.
Rir de seu governo. Não tem polícia pra segurar
Os milhões de cães de caça que você, com suas migalhas, alimentou.
E que agora, soltos de suas coleiras sociais,
Comem seus filhos e roem seus ossos frágeis.
Eles não são vegetarianos.
Seus orgãos vitais serão prato fino nas mandíbulas
Daqueles que você mesmo deixou à beira da estrada.
Os pobres com raiva; Os ricos com medo
"Você nunca pensou que fosse ter um fim tão deprimente".
Não acredito que haja algo de bom no ser humano.
[Influência forte de Sick Terror (Grindcore, ultraviolence brasileiro), Uncurbed(Hardcore, Crust Sueco) e de Malvados (quadrinhos brasileiros)]
Esse post é diferente de tudo aqui.
Pode me achar babaca, imbecil.
Não é bonito, não faz sentido. Não é uma poesia, nem uma previsão.
É, no fundo, um desejo, só. Um relato, talvez.
De muito que ouvi, que li, que vi pessoalmente e do que eu entendo por justiça.
Nem é revoltinha infundada de 15 anos de idade.
É só um desejo no fundo do meu coração.
(Não devia postar aqui, mas o blog é meu, afinal)
Os Miseráveis
Os pobres estão amontoados.
Jogados às margens.
De suas grandes ruas, de cidades lindas, paradisíacas.
Os pobres estão sempre por perto; A espreita, no escuro.
Nas favelas, se reunem.
Todos juntos, trabalham por você.
Os miseráveis estão por todo lado;
Com suas almas mortas, você espera que eles fiquem caídos.
Mas sua boca espuma de raiva. Eles aguardam.
Nas sombras por trás das cortinas, do seu palco grandioso,
À margem do centro; Miseráveis periféricos.
Eles estão aguardando, mas suas jaulas empilhadas nos morros
Estão abertas e o circo está pronto para pegar fogo.
E quando acontecer, o palhaço vai chorar enquanto é crucificado.
Os portões de suas casas de três andares
Estão prestes à ser derrubados por aqueles
Que não tem dinheiro pra comer no fast food.
Eles não tem esperanças, nem querem justiça.
Ficam no frio, na madrugada, deitados em papelão.
Eles querem sua cabeça na churrasqueira.
Eles nunca leram marx, mas sabem da distribuição do seu dinheiro.
Vão entrar na sua casa gigante, fedendo merda.
Vão pisar no seu sofá branco com os pés sujos de barro.
Vão estuprar sua filha e sua esposa, vão te deixar de quatro
E botar fogo nas suas obras de arte preciosas.
Não adianta chorar, nem rezar.
"Bem vindo ao livre comércio das américas"
Não acreditam na ditadura do proletário.
Eles acreditam em foder com seus familiares
Matar seus amigos, vestir suas roupas de grife.
Acreditam em roubar sua comida, porque não querem mais subviver.
Eles vão se sentir como os grandes atores da TV,
Que vão estar enforcados pelas praças e na praia de Copacabana.
Eles são à favor do aborto e tem religião.
Eles te estendem a mão, quando você não tira elas do bolso.
Você pára no sinal, eles te oferecem balas;
Mas agora as balas vão ser enfiadas na sua cabeça.
Seu pior pesadelo está deixando de se arrastar pela sarjeta
E o seu cartão de crédito não pode fazer nada pra te salvar.
Os pobres não vão mais só consumir de seu mercado.
Vão botar fogo no seu apartamento. Virar seu carro novo.
Destruir seu estabelecimento e cospir na sua cara.
Rir de seu governo. Não tem polícia pra segurar
Os milhões de cães de caça que você, com suas migalhas, alimentou.
E que agora, soltos de suas coleiras sociais,
Comem seus filhos e roem seus ossos frágeis.
Eles não são vegetarianos.
Seus orgãos vitais serão prato fino nas mandíbulas
Daqueles que você mesmo deixou à beira da estrada.
Os pobres com raiva; Os ricos com medo
"Você nunca pensou que fosse ter um fim tão deprimente".
Não acredito que haja algo de bom no ser humano.
[Influência forte de Sick Terror (Grindcore, ultraviolence brasileiro), Uncurbed(Hardcore, Crust Sueco) e de Malvados (quadrinhos brasileiros)]
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Morte
segunda-feira, 14 de março de 2011
Incerto
Bom, normalmente posto coisas minhas, mas,
Não podia deixar passar esse texto, em especial.
Então posto aqui um texto de um grande Escritor, Músico, Intelectual e sobretudo grande amigo!
Incerto
[O andarilho]
Sem muita luz
Meus olhos ardem
O vento me conduz
A uma miragem
Estou definhando
Como tudo em minha volta
Sigo andando
Por um caminho sem volta
Tudo o que é certo
Vai contra a razão
Um árido deserto
É o nosso caixão
[A árvore]
Toda minha energia
Sumindo na escuridão
Inexistente sintonia
Flores cinzas ao chão
Doentios animais
Não souberam aproveitar
Esperança nunca mais
Já é tarde pra recomeçar
Recolho meus frutos
Numa falsa calmaria
Sempre em luto
Espero por outro dia
[Epílogo]
Então um vasto manto
Cobre a natureza
Sua beleza num canto
E no outro sua frieza
No berço da humanidade
Máscaras vão caindo
sem justiça e liberdade
O mundo acaba falindo
-
Guilherme Faustino
Não podia deixar passar esse texto, em especial.
Então posto aqui um texto de um grande Escritor, Músico, Intelectual e sobretudo grande amigo!
Incerto
[O andarilho]
Sem muita luz
Meus olhos ardem
O vento me conduz
A uma miragem
Estou definhando
Como tudo em minha volta
Sigo andando
Por um caminho sem volta
Tudo o que é certo
Vai contra a razão
Um árido deserto
É o nosso caixão
[A árvore]
Toda minha energia
Sumindo na escuridão
Inexistente sintonia
Flores cinzas ao chão
Doentios animais
Não souberam aproveitar
Esperança nunca mais
Já é tarde pra recomeçar
Recolho meus frutos
Numa falsa calmaria
Sempre em luto
Espero por outro dia
[Epílogo]
Então um vasto manto
Cobre a natureza
Sua beleza num canto
E no outro sua frieza
No berço da humanidade
Máscaras vão caindo
sem justiça e liberdade
O mundo acaba falindo
-
Guilherme Faustino
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